
aprende-se sempre qualquer coisa com um clássico...
A FLORESTA de Aleksandr Ostróvsk
Uma das comédias mais importantes daquele que tem sido chamado o fundador do teatro russo. Escrita em 1871, A Floresta, traça com delicado humor o retrato de um grupo de personagens numa herdade russa do fim do século XIX, as suas relações, os seus anseios, a sua ignorância, as suas insatisfações, o seu mau viver. Tudo gira em torno da tensão entre o dinheiro e a felicidade. Os ricos não conseguem ser felizes com o seu dinheiro. Os pobres não são felizes porque o não conseguem ter. A proprietária, viúva rica e aparentemente virtuosa, vai vendendo talhões da sua floresta a um mujique enriquecido que lhe corta as árvores para aproveitar a madeira, e guarda o dinheiro para os prazeres com que sonha. Impede a alegria dos que a rodeiam, seus criados e protegidos. Dois actores ambulantes chegam um dia à herdade e vêm perturbar este equilíbrio. Esses, os artistas, têm a ilusão de poderem ser felizes sem dinheiro. Geram-se mais desencontros que encontros em divertidas situações que têm tanto de real como de teatral. Considerada habitualmente como uma "comédia de costumes", a obra tem uma qualidade poética que chega a lembrar Shakespeare na sua capacidade para pôr em cena a vida verdadeira sem nunca "moralizar", para entender os seres humanos nas suas pobres contradições.
(o texto é da cornucópia, claro)
illissos, divindade-rio de atenas
com uma vénia otomana a lord elgin
Monday, January 28, 2008
a floresta
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ricardo
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labels: teatro
Friday, January 25, 2008
cinema lisboa #009 a #011
2008, janeiro
impressionante viagem sobre a (in)dignidade humana.
um murro no estômago.
[4 meses, 3 semanas e 2 dias - mungiu]
acho que não consigo evitar ver filmes apenas pelo philip seymour hoffman
[charlie wilson's war - nichols]
este é um daqueles casos em que o livro...
[the golden compass - weitz]
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ricardo
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18:22
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Plato, Republic, VII
“Tyranny comes from no other form of government but democracy.”
ou, então, Winston Churchill:
“The best argument against Democracy is a five-minute talk with the average voter.”
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labels: this is my life
postmodernism: a very short introduction
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labels: la biblioteca de babel
Tuesday, January 22, 2008
Monday, January 14, 2008
Tuesday, January 8, 2008
o sentimento d'um occidental
Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Ha tal soturnidade, ha tal melancholia,
Que as sombras, o bulicio, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de soffrer.
O ceu parece baixo e de neblina,
O gaz extravasado enjôa-me, perturba;
E os edificios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se d'uma côr monotona e londrina.
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Ricardo
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ainda thoreau
I am too high-born to be propertied,
To be a secondary at control,
Or useful serving-man and instrument
To any sovereign state throughout the world.
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Monday, January 7, 2008
going to foyles this week

Charing Cross Road has always been known for the bookshops along it, but the most famous is Foyles on the corner of Charing Cross Road and Manette Street, just a few blocks down from Tottenham Court Road station on the right hand side.
Foyles was started in 1903 by the two Foyle brothers, William and Gilbert, who began by selling second hand books.
They moved into the current store in 1906 and for a long while Foyles was recognised as the largest bookshop in the world.
Its still one of the biggest in Britain, spread over five floors with a huge stock of books and is still privately owned.
Foyles was once the largest and most chaotic and confusing bookseller in London.
They certainly stocked titles other shops didn't carry, but whether the book could be found was another thing.
Faced with competition from the big, bright Borders and Waterstones chains, Foyles has now refurbished and re-organised.
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walden & civil disobedience
henry david thoreau (1817-1862)
american author, naturalist, transcendentalist, tax resister,
development critic, and philosopher
-walden, a reflection upon simple living in natural surroundings;
-civil disobedience, an argument for individual resistance to civil
government in moral opposition to an unjust state.
ed. penguin (combo)
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labels: la biblioteca de babel, wish list
Saturday, January 5, 2008
Friday, January 4, 2008
cave felem
beware of the cat
[sign posted on lawn to ward off salespeople and proselytisers]
cuidado com o gato
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labels: bastet
cinema lisboa #001 a #008
2007, novembro & dezembro
um manual do melodrama e uma lição de vida; lágrimas incluidas.
[imitation of life - sirk]
os zombies eram dispensáveis mas vale por new york deserta.
[i am legend - lawrence]
podia ser qualquer um.
[paranoid park - gus van sant]
q: a mosquito as a lawyer?
a: i was already a bloodsucking parasite; all i needed was a briefcase.
[bee movie - hickner (ou seinfeld?)]
onde estavas tu no 25 de abril?
feliz natal!
[12:08 a este de bucareste - porumboiu]
a nossa miséria toda numa noite
[a morte do sr. lazarescu - puiu]
a música e a atmosfera toda
[control - corbijn]
outsourcing russo em londres
[eastern promisses - cronenberg]
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ricardo
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